quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

[Sem título]

Quem sabe ao certo
como se acaba  com a saudade
que corrói e rasga meu peito
fazendo sangrar minhas lembranças
nada tão imenso ao ponto de findar esperança
de encontrar solução exata
para curar a dor que maltrata

Quem sabe ao certo
o quão atento e esperto
sigo com meus olhos lendo as escrituras
na busca incansável
de acabar com lamúrias
por ter vencido o tempo
que me afastou de meus ideais,
mas não conseguiu serrar as raízes
que me acompanham sugando da terra
o alimento que impera
para sustentar minha luta,
tendo na superação da saudade
a mais doce fruta.

E por falar em saudade
eu canto
meu canto de liberdade
não choro...
e nestes versos 
de uma antiga canção
eu me apoio e me ergo
sempre com a voz aberta 
ouvindo em meus pensamentos
a melodia,
que cicatriza meu coração
e me guia à cada dia,
pela estrada reta da tristeza
e pelas trilhas tortas da alegria.

C.B. 18/06/12

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