quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Amigo Jorge

Gaúcho bueno de qualidades
Deus no céu te chamou mais cedo
Cantou, encantou e cultivou amizades
Dedilhando cordas com abençoados dedos

Que dizer neste momento
Amigo velho, é chegada a hora
Lembranças eternas aqui permanecem
Em outras querências encantarás agora

Tenho certeza que sua missão nos pagos
Foi plenamente realizada
Pai do céu te chamou, mas não cessou tua voz
E com ela sempre forte e grave
teu canto estará em nós

Marcaste sua passagem com alegria e amor ao Rio grande
E te digo amigo velho
Que por onde quer que se ande
Sempre estará presente um tal de Virgulino
Pois tua voz não será mais ouvida tão forte,
Mas o timbre de tua alma, sempre será sentido
Pois gaúcho Bueno que nem tu
Jamais será esquecido.

Ceve teu mate em Paz
Olhe sempre por todos nós
Em outra invernada certamente ainda nos veremos
Ansioso ficarei no aguardo,
pois de amigos que nem tu,
boas lembranças e saudades eu guardo.

Cesar Bicca
Incrível o título deste poema! Pois não foi "tema" nem "inspiração", mas lembro bem, que era a situação que me encontrava, bebendo vinho e escrevendo.

Rimando com vinho 

Sem ter ao certo uma razão
me deparo a pensar na solidão...
banco encravado ao chão
na sombra de uma árvore
e mateando lá se vai a tarde
diluindo meus pensamentos em versos
se melodiando rima à rima
me surge uma milonga
que poderia desta forma, bem chamar
de solidão à sombra.
Mas em lágrimas que surgem em meus olhos
me vejo tecer poesias
que falam também de um amor
perdido até mesmo antes de ter
mas em meu peito carrego lembranças
de um simples olhar que conquista
e me mandou um dia, o aviso
aí parceiro...Amor à vista!
Penso eu, sem perder as rimas
que deveria atracar meu barco,
na beira do teu riacho,
para me perder em meus versos
e morrer em teus braços.

C.B. 08/08/07
[Sem título]

Quem sabe ao certo
como se acaba  com a saudade
que corrói e rasga meu peito
fazendo sangrar minhas lembranças
nada tão imenso ao ponto de findar esperança
de encontrar solução exata
para curar a dor que maltrata

Quem sabe ao certo
o quão atento e esperto
sigo com meus olhos lendo as escrituras
na busca incansável
de acabar com lamúrias
por ter vencido o tempo
que me afastou de meus ideais,
mas não conseguiu serrar as raízes
que me acompanham sugando da terra
o alimento que impera
para sustentar minha luta,
tendo na superação da saudade
a mais doce fruta.

E por falar em saudade
eu canto
meu canto de liberdade
não choro...
e nestes versos 
de uma antiga canção
eu me apoio e me ergo
sempre com a voz aberta 
ouvindo em meus pensamentos
a melodia,
que cicatriza meu coração
e me guia à cada dia,
pela estrada reta da tristeza
e pelas trilhas tortas da alegria.

C.B. 18/06/12
Quando a melancolia tomar conta de ti
e o sorriso desaparecer de seu rosto
saiba que sempre estarei aqui
para te acariciar a alma
e farei com todo gosto.
E se por acaso suas lágrimas brotarem dos olhos
e lavarem a pele de tua face corada e nua
sempre terás minha companhia
e como se fosse a união de dois riachos
minhas lágrimas se fundirão às suas.

C.B. 13/03/2011

domingo, 19 de janeiro de 2014

Carta dos Sonhos

Se eu pudesse escrever meus sonhos
à muitos encantaria
à outros traria dor
Mas mesmo se em sonhos
Eu levar tristezas
Não deixem de contemplar a beleza
Que é sonhar, chorar ou sofrer 
Em sonhos, por um amor que desejamos ter.

Tantas imagens se confundem
Da luz se penetra no breu
Sons atormentam o sono
Os mesmos sons nos aproximam de Deus

Mistérios de nossas vidas
Tantas definições criamos
O certo é que sonhamos ainda
E num mundo infinito de fantasia
De total magia e loucura
Nos falta sono.
Mas não nos cessa os sonhos
Pois na ânsia de cada acordar
Meditamos... 
...às vezes nem lembramos para contar.
Mas ficará sempre uma esperança
De cada dia realizarmos 
Quase tudo que sonhamos

Esta carta escrevi
Como forma de desabafo
Em versos surgiu
Me surpreendi quando li
Será que sonhos são poesias
Às vezes não rimadas
Ou mal declamadas
Mas em várias ocasiões
Nos trazem uma energia
Produzindo sensações
Trazendo sorrisos aos lábios
Ou até mesmo lágrimas lavam nossas pálpebras.
A única certeza que fica
É que sem sonhos não há vida
E na falta de sonhos
Escrevo poesias
Para alegrar-me e levar alegria
À todos que sonham ainda.

Cesar Bicca, 28/11/2006
Zarpar


Primeiro dia dos pais sem ele.


Pensei realmente que nunca mais escreveria uma única linha depois deste texto

Embriagues


Lua na Madrugada


Jardins de Poesias.

Quem serei eu agora
Chegado o tempo de primaveras
Espero muito pouco em cada hora
Flores brotam nas janelas

Muita luz recria o paraíso
Cores me trazem aqui
Declarações em um só sorriso
Em meus olhos flores eu vi.

Levo tanta beleza em pensamento
Gravuras belas da natureza
Amor marcado, ora por lágrimas ao vento,
hoje assinalado de sutil beleza

Intocável jardim de poesia
Belos e vastos ao coração
Minh’alma escreve, antes lia
Implorando sempre por paixão.

Sorridente poeta que cria
Iluminado espírito que vê
Em versos e flores, suas dores alivia
Em Jardins de poesias, às lê.

C.B.(22/02/2006)